Chayim significa vida em hebraico.

Mais do que existência biológica, é plenitude: viver com propósito, consciência e transformação.
Esta tradição espiritual universal nasce da Torá, mas é aberta a todos que buscam uma vida íntegra, simples e profunda.

Filosofia sem fronteiras culturais ou étnicas.

Ele traduz os ensinamentos eternos da Torá em práticas universais e acessíveis com uma disciplina de oração diária, estudo semanal, celebração das principais festas sagradas e vivência de princípios éticos que moldam caráter e comunidade.

Nossa Prática

Chayim não exige símbolos externos, templos ou rituais complexos.
É uma filosofia espiritual que se constrói em cada escolha, em cada palavra, em cada gesto. Um caminho de vida em que cada pessoa e cada ação é oportunidade de justiça e amor

Diária

Oração matinal e noturna, reflexão e prática ética

Semanal

Estudo da Nevi’im e Ketuvim as quartas, e Torá aos domingos.

Anual

Celebração das principais festas de forma simplificada e universal.

Nossos Fundamentos

Tempo Sagrado

Do pôr do sol do sábado ao pôr do sol do domingo, como pausa semanal para descanso e reconexão.

Palavra Viva

Estudo semanal da Torá, aplicado à vida prática.

Oração Simples

Uma oração matinal de propósito e uma oração noturna de gratidão.

Ética em Ação

Cinco princípios universais que guiam a prática diária

Princípios Universais

A filosofia espiritual não se sustenta apenas em oração e estudo, mas se realiza plenamente na prática ética. Os princípios que orientam a conduta não são regras externas, mas caminhos de transformação interior que se refletem no mundo. Caridade, justiça, cuidado com a criação, integridade e amor ao próximo formam o alicerce de uma vida plena e significativa. Cada uma dessas éticas traduz a sabedoria da Torá em gestos concretos que moldam caráter, restauram relações e tornam visível a presença do divino no cotidiano.

Caridade como Justiça

A Torá ensina que dar não é apenas bondade, mas justiça. A caridade, ou tsedaká, é o reconhecimento de que tudo o que possuímos é dom compartilhado. Ajudar o necessitado não é um favor, mas um ato de reparação que equilibra a vida em comunidade. Quando partilhamos tempo, recursos ou atenção, não apenas aliviamos dores, mas restauramos dignidade, lembrando-nos de que o valor de cada vida é sagrado.

Justiça Social como Responsabilidade Coletiva

A justiça não se limita a tribunais; é um modo de viver que garante equidade em todas as relações. Cada decisão, por menor que pareça, tem impacto além de nós mesmos. Praticar justiça social é reconhecer que somos parte de um corpo coletivo e que nosso bem-estar está entrelaçado com o dos outros. Quando agimos com equidade, nos tornamos guardiões da comunidade, sustentando um ambiente onde todos podem florescer.

Cuidado com a Criação como Mandato Divino

Desde o Éden, a humanidade recebeu a missão de cultivar e guardar a terra. O cuidado com a criação não é escolha ou moda, mas mandato espiritual. Honrar a vida que nos cerca significa respeitar a interdependência entre seres humanos, animais e natureza. Cada ato de preservação, por menor que seja, é uma oração silenciosa que reconhece a presença divina no mundo natural e nossa responsabilidade de transmiti-lo íntegro às gerações futuras.

Integridade como Fundamento da Confiança

A integridade é a ponte invisível que sustenta todas as relações humanas. Viver com verdade e coerência não apenas fortalece nossa paz interior, mas também cria confiança ao redor. Pequenas mentiras, promessas quebradas e dissimulações corroem a vida em comunidade; já a integridade dá consistência à palavra e ao caráter. Quando escolhemos ser íntegros, afirmamos que a espiritualidade se manifesta também na transparência das nossas ações diárias.

Amor ao Próximo como Expressão Máxima da Espiritualidade

Amar o próximo é a síntese de toda vida espiritual. Não se trata de emoção passageira, mas de ação concreta: ouvir, cuidar, apoiar, perdoar. Reconhecer no outro a mesma dignidade que reconhecemos em nós é testemunhar a imagem divina presente em cada ser humano. O amor é o critério final da espiritualidade: de nada adianta rezas, jejuns ou estudos se não se traduzirem em bondade prática. Amar é viver a fé encarnada no cotidiano.

Orações

A vida espiritual não está distante do cotidiano; ela floresce no ritmo dos nossos dias. O Chayim nos lembra que viver é um presente sagrado, e que cada amanhecer e cada anoitecer são convites a despertar e a agradecer. Por isso, dedicamos dois breves momentos diários para nutrir a alma:

  • Pela manhã, começamos com o Shema Chayim, uma adaptação respeitosa do Shema Yisrael, a mais importante oração do povo judeu, honrando sua origem e significado, mas traduzida aqui para uma linguagem universal de fé e compromisso ético.
  • À noite, encerramos com o Dayeinu Chayim, uma adaptação respeitosa do cântico Dayeinu da tradição de Pessach, ampliado para incluir temas de vida, gratidão, compaixão e cuidado com a criação, mantendo o espírito original de reconhecer que cada bênção, por si só, já é suficiente para agradecer.

Entre a palavra e o silêncio, descobrimos que a fé não é apenas crença, mas uma forma de viver cada dia com consciência, compaixão e esperança. Assim, a espiritualidade do Chayim se torna prática diária, transformando o comum em sagrado e dando sentido ao tempo que nos é dado.

Shema Chayim

Ouço, ó Deus da vida:
Reconheço que Tu és único e que tudo emana de Ti.
Quero amar-Te com todo o meu coração, com toda a minha mente e com toda a minha força.

Que as Tuas palavras habitem em meu coração e guiem os meus pensamentos, escolhas e ações.
Que eu as recorde ao despertar, ao trabalhar, ao caminhar e ao repousar.

Dá-me um espírito fiel para escolher o bem, praticar a justiça e agir com compaixão.
Não me deixes seguir os meus próprios desejos ou ilusões, mas lembra-me de viver segundo a Tua vontade.

Quero que a minha vida seja sinal do Teu amor; que minhas mãos façam o bem, que minhas palavras inspirem paz, que meus atos revelem a Tua presença.

Tu, que libertas e dás vida, guia-me hoje e sempre no caminho da Tua luz.

Amém.

Dayeinu Chayim

Hoje agradeço pelas dádivas que recebi:

Se tivesse recebido apenas o dom da vida, ainda assim teria sido suficiente.

Se tivesse recebido apenas a luz da consciência, ainda assim teria sido suficiente.

Se tivesse apenas conhecido a alegria de uma amizade sincera, ainda assim teria sido suficiente.

Se tivesse aprendido apenas a perdoar uma pessoa, ainda assim teria sido suficiente.

Se tivesse dado ou recebido apenas um gesto de compaixão, ainda assim teria sido suficiente.

Se tivesse aprendido uma única lição de sabedoria, ainda assim teria sido suficiente.

Se tivesse encontrado forças para enfrentar apenas uma dificuldade, ainda assim teria sido suficiente.

Se tivesse lembrado de cuidar da criação que me cerca, ainda assim teria sido suficiente.

Se tivesse aprendido a partilhar um pouco do que tenho com sinceridade à alguém que precisava, ainda assim teria sido suficiente.

Se tivesse experimentado apenas um momento de paz neste dia, ainda assim teria sido suficiente.

Mas recebemos mais do que merecemos ou pedimos, e por tudo damos graças.

Amém.

Agenda de Estudo

Gênesis / Bereshit (Gn 1:1–6:8)

Josué 1–12

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