Rosh Hashaná, o Ano Novo Espiritual, marca em 2025 a entrada no ano 5786 do calendário hebraico. É celebrado em 23 e 24 de setembro, dias que a Torá designa como tempo de convocação sagrada: “No sétimo mês, no primeiro dia do mês, tereis descanso solene, memorial com sonido de trombetas, santa convocação” (Levítico 23:24). No Chayim, este momento é entendido como pausa essencial no fluxo do tempo: uma oportunidade de recriar a vida, refletir sobre o passado e alinhar o coração ao propósito divino.
Essa importância vai além da contagem dos dias. Rosh Hashaná é o dia em que somos lembrados de que a vida não é apenas cronologia, mas história com significado. É quando reconhecemos que cada decisão molda o futuro, tanto pessoal quanto coletivo. Celebrar este dia é aceitar o convite de despertar para uma vida de maior justiça, compaixão e integridade.
Significado
O simbolismo de Rosh Hashaná é marcado pelo som do shofar, mencionado na Torá: “No sétimo mês, no primeiro dia, haverá para vós descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação” (Números 29:1). Embora no Chayim não se use o instrumento físico, o “shofar interior” representa o despertar da consciência, o chamado para renovar intenções e viver com propósito.
O significado mais profundo é o convite a escolher a vida. Como a Torá ensina: “Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19). Esse dia nos lembra que, diante de cada pessoa, há sempre dois caminhos: continuar como está ou recomeçar em direção à plenitude. O som do “shofar interior” chama cada um a acordar, a transformar relacionamentos, a perdoar e a retomar a caminhada com leveza e coragem.
No Chayim, Rosh Hashaná é o símbolo de que a vida é sempre oportunidade de renascer. O passado não aprisiona; ele apenas ensina. O futuro não está escrito; ele se constrói com escolhas éticas e espirituais, vividas no aqui e agora.
Prática no Chayim
Em 2025/5786, Rosh Hashaná será vivido do pôr do sol de 23 a 24 de setembro. A prática no Chayim começa pela manhã com a oração matinal, seguida de uma reflexão escrita: quais foram os aprendizados do último ano? O que preciso abandonar para crescer? Quais relações precisam ser curadas? Esse exercício dá voz ao “shofar interior” que desperta a alma.
Durante o dia, cada praticante deve estabelecer três intenções para o novo ciclo: uma voltada para si mesmo (crescimento pessoal), uma para os outros (relações de amor e justiça) e uma para o mundo (cuidado com a criação). Como gesto simbólico, recomenda-se iniciar as refeições com frutas doces, lembrando que a espiritualidade deve ser marcada pela suavidade e não apenas pelo rigor.
À noite, a oração de encerramento é seguida por um momento de silêncio profundo, no qual cada um busca ouvir o chamado interior para uma vida renovada. Assim, Rosh Hashaná no Chayim deixa de ser apenas um feriado e se torna um marco de transformação: um pacto com a vida plena que Deus oferece a cada novo ciclo.
